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26 maio 2020

Especialista alerta para proteção contra a Covid-19 sem ignorar cuidados com a pele

Diante da pandemia de coronavírus, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde recomendaram o reforço na assepsia das mãos e de superfícies ou objetos de uso comum. Além disso, estabelecimentos onde há grande circulação de pessoas passaram a ser obrigados a disponibilizar álcool em gel 70% (ou 70° GL). Com essas novas diretrizes, instalou-se uma crise de abastecimento do produto em diversas cidades do país.

Com esse cenário, muitos brasileiros procuraram alternativas para a assepsia das mãos, nem sempre seguras para a pele. Limpadores de uso geral, álcool absoluto, desinfetante, vinagre, entre outros, são algumas das alternativas pouco adequadas e que mostram o quanto o brasileiro é criativo.

A dermatologista Marília Acioli, da Clínica Osmilto Brandão, alerta que esses “produtos alternativos”, além de não funcionarem para esse fim, possuem substâncias que podem provocar alergias na pele (dermatites de contato) ou mesmo no sistema respiratório – ao serem inaladas por longo tempo.

Na internet, circulam receitas de álcool em gel caseiro e outras invenções sem nenhuma eficácia comprovada. A especialista alerta sobre a necessidade de combater essas falsas informações: “o indivíduo que optou por testar essas receitas viveu uma falsa segurança, uma vez que eles não têm nenhuma eficiência no combate ao vírus e a outros microrganismos”.

A médica enfatiza que o álcool 70% ou o detergente/sabão são os produtos mais indicados para a limpeza das mãos. Ela recomenda que o álcool em gel usado nas mãos deve ser preferencialmente aquele que tenha fórmula hidratante, pois o álcool em si provoca o ressecamento da pele.

Apesar da busca intensa por álcool em gel, a especialista reitera a recomendação do Ministério da Saúde: “lavar as mãos com água e sabão ainda é a opção mais barata e segura”. Contudo, para evitar um dos efeitos indesejados desse tipo de higienização, o ressecamento da pele, ela aconselha o uso de hidratantes ou loções após a lavagem das mãos.

Limpando os ambientes

Tão importante quanto higienizar as mãos, é fazer a desinfecção adequada dos ambientes e objetos ao seu redor. Para isso, Marília Acioli recomenda o uso de uma solução de água sanitária e água (uma parte de água sanitária para 19 partes de água). A água sanitária contém hipoclorito a 2%, substância sanitizante encontrada em alguns alvejantes de uso geral. Sua eficácia se deve às suas propriedades desengordurantes que destroem as estruturas de microrganismos como o coronavírus.

O álcool 70%, popular na fórmula em gel, também pode ser utilizado na higienização das superfícies e tem o mesmo poder de desinfecção. Essa é a concentração mais indicada para a profilaxia de microrganismos.

É importante elucidar que álcool não é tudo igual. Há pelo menos dois tipos disponíveis no mercado: o álcool 70° GL, usado na desinfecção e esterilização de superfícies, da pele e de ferimentos; e o álcool a outras concentrações, que na forma líquida é utilizado como desengordurante em limpezas gerais e, em gel, para alimentar as chamas em churrasqueiras, por exemplo.

Cuidados ao manusear os produtos

Apesar de sua eficiência sanitária, os produtos citados acima potencializam o ressecamento da pele. “Sempre que fizer uso de produtos à base de hipoclorito, lembre-se de diluí-lo em água e, em caso de sensibilidade ao produto, proteja as mãos com luvas”, recomenda a dermatologista Marília Acioli.

A dermatologista ainda alerta para o cuidado com a segurança: “Devido a sua maior concentração, o álcool a 70% é altamente inflamável e, em sua fórmula em gel, produz uma chama invisível. Por isso, dê preferência a higienizar as mãos com água e sabão, especialmente se for ter contato com fogo ou calor.”.

Por fim, jamais ignore a limpeza de calçados, bolsas, chaves e demais acessórios. É importante ficar atento aos detalhes nessa luta contra a Covid-19.

 

Sugestão de fonte: Marília Acioli, dermatologista na Clínica Osmilto Brandão.

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