fbpx

Notícias

beauty-concept-beautiful-young-african-american-woman-happy-using-skin-care-cream-yellow-studio-background-copy-space_1258-1014
04 junho 2020

Pele negra é mais suscetível ao aparecimento de manchas, veja como prevenir

Usar protetor solar e fazer procedimentos estéticos somente com profissionais capacitados são algumas das recomendações

Quem tem pele negra deve ficar atento (a) aos principais fatores de risco para desenvolvimento de manchas e queimaduras. Devido à maior capacidade de produzir e distribuir a melanina quando exposta à radiação ultravioleta ou a processos inflamatórios, ela é mais suscetível ao aparecimento de manchas do que epidermes de outros tons.

A exposição solar é o fator de risco mais comum para o aparecimento de manchas e, em caso mais graves, de queimaduras. Um erro frequente é acreditar que o alto nível de melanina presente na pele negra exclui a necessidade de fotoproteção – o recomendado é utilizar filtros com Fator de Proteção Solar (FPS) superior a 15 no dia a dia, e se a exposição solar for moderada a grande, o protetor deve ser igual ou superior a 30, pois o conteúdo da melanina existente na pele negra confere um FPS de apenas 13,4.

Cuidados redobrados

A realização de procedimentos estéticos que não respeitam as características específicas da pele negra é outro fator causador de queimaduras e manchas. Se a intervenção não for bem ajustada, ela pode gerar insatisfação ao invés de atingir o objetivo desejado. A fotodepilação é um exemplo de procedimento que requer cuidados redobrados, por ter como alvo o pigmento escuro. Como a melanina existente no pelo é a mesma presente na pele, o laser pode agredir a pele ao invés do pelo, causando a despigmentação de parte do tecido.

A aplicação de um laser com parâmetros inadequados, por exemplo, ainda pode causar queimaduras, que, por sua vez, podem levar à formação de queloides. A presença de colágeno em grande quantidade na pele negra, apesar de desacelerar o aparecimento de sinais do envelhecimento e conferir mais firmeza, favorece a cicatrização exagerada. Por conta dessa condição, em caso de traumas ou processos inflamatórios, a formação de queloides são 3 a 18 vezes mais frequentes em negros do que no resto da população.

“Hoje nós já contamos com máquinas mais modernas que não agridem muito a pele negra. Nesses casos, é importante também a preparação e o conhecimento do profissional que vai realizar o procedimento, que precisa saber fazer ajustes adequados a cada fototipo”, relata a dermatologista da Clínica Osmilto Brandão, Lorena Marçal.

No caso de procedimentos como microagulhamento e peeling, voltados a tratamentos de acne e manchas, por exemplo, um dos cuidados que podem ser adotados é o uso de cicatrizantes e despigmentantes. “Além disso, a gente capricha na hidratação, no uso de vitamina C, de clareadores e de filtro solar antes e depois dos tratamentos”, complementa a médica.

No período pós-procedimento, cabe também ao paciente prevenir o aparecimento de queimaduras e manchas. Não se bronzear depois da intervenção, seguir as recomendações médicas e usar medicamentos calmantes ou cicatrizantes são algumas das orientações. Se o paciente chegar ao consultório com uma mancha já instalada, seja resultado de um procedimento ou um ferimento, o tratamento pode incluir despigmentantes tópicos, drogas orais, fotoproteção e até mesmo peelings e lasers, além da injeção do medicamento diretamente na área lesionada no caso de queloides.

Fale com a Osmilto Bradão
Enviar para WhatsApp