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25 julho 2020

Mitos e verdades sobre cuidados com a pele

É um erro bem comum acreditar que peles negras requerem menos cuidados quando o assunto é exposição solar. A dermatologista da Clínica Osmilto Brandão, Renata Brasileiro, explica que, por mais que a melanina existente ofereça uma proteção extra, o uso de foto protetor não pode ser dispensado, mesmo no dia a dia. Abaixo, a especialista desmitifica esse e outros tópicos que ainda levantam muitas dúvidas entre as pessoas, justamente para que cada um cuide de forma apropriada da saúde da pele.

Pessoas com peles negras podem dispensar o uso do protetor solar.

Mito. A dermatologista explica que o conteúdo da melanina existente na pele negra confere um Fator de Proteção Solar (FPS) de apenas 13,4. “Por isso devem-se utilizar filtros com FPS superior a 15 no dia a dia, e se a exposição solar for moderada a grande, o protetor deve ser igual ou superior a 30”, informa. Ela aproveita para ressaltar que, assim como na pele branca, o protetor deve ser reaplicado a cada 2h, sempre que entrar na água do mar ou na piscina, ou quando houver sudorese excessiva. “O risco do câncer de pele existe para todos, por isso a importância dessas atitudes”, completa.

Peles negras tendem a formar mais queloides.

Verdade. Isso acontece porque os fibroblastos presentes na derme da pele negra são maiores, estão em maior número e são hiperativos, o que favorece uma cicatrização exagerada da pele após traumas ou processos inflamatórios, consequentemente, os queloides são 3 a 18 vezes mais frequentes nos negros. Para tratar a condição, a dermatologista informa que as opções variam de acordo com cada caso. “Infiltrações com substâncias que diminuem a proliferação das fibras colágenas até tratamentos com lasers”, pontua.

Cabelos crespos tendem a aumentar a incidência de foliculite.

Verdade. A Dra. Renata explica que os pelos dos indivíduos negros tendem a ser mais crespos, o que favorece que eles encurvem antes de sua saída pelo óstio folicular ou logo apos a sua saída, retornando para dentro da pele. “Isso gera a inflamação característica da foliculite, o que pode ser seguido de infecções por bactérias, agravando o processo”. A foliculite pode ocorrer na área de barba e pescoço em homens e também em áreas frequentemente depiladas. Para prevenção, a dermatologista dá duas dicas: evite barbear rente à pele e opte por depilações a laser.

A escolha dos produtos utilizados na pele não requer atenção especial.

Mito. A oleosidade é uma ocorrência frequente em peles negras e a especialista pontua que ela pode ser prevenida através do uso de sabonetes específicos para peles oleosas, acompanhado do hábito de higienizar a pele antes de dormir para que os produtos aplicados durante o dia não obstruam os poros e predisponham a acne. “Também é recomendável evitar o excesso de cremes em cabelos e maquiagens oleosas, além de optar pelo uso de foto protetores oil free ou toque seco”.

Manchas são mais frequentes em peles negras.

Verdade. Devido a maior capacidade de produzir e distribuir a melanina quando exposta a radiação ultravioleta ou a processos inflamatórios, é maior a incidência de manchas na pele negra. A especialista explica que elas podem ser tratadas com cremes clareadores ou através do uso de lasers. “Deve-se apenas atentar para o uso de substâncias menos irritativas, pois em caso de irritação, a pele negra pode hiperpigmentar ainda mais, o que não é desejável”, explica Renata.

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